segunda-feira, 26 de abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quando eu era pequena....


Corrigindo: Quando eu era mais nova... (ouço essa piadinha que vc pensou quando leu o título desde os meus 15 anos, ou antes!)

Sonhos de crianças são sempre mais interessantes comparado ao dos adultos. Já falei sobre alguns dos meus sonhos/desejos, mas inspirada no último post do blog Cupcakes and Cashemere comecei a pensar o que eu queria muito quando era criança e como está o status desses sonhos agora:

  1. Ter um gatinho de estimação
    (desisti dessa ideia, afinal, a alergia me consome)

  2. Ser mais velha, que nem a minha irmã
    (já cheguei e já passei da idade que eu achava legal)

  3. Patinar no Holiday on Ice
    (algumas coisas nunca vão se tornar realidade, né?!)
  4. Quebrar o braço para meus amigos da escola assinarem o gesso
    (pulso trincado,
    cóccix torto, joelho estourado... e eu nunca usei gesso!)
  5. Ter o máximo de canetas coloridas e com cheirinho
    (Se duvidar meu estojo era maior do que eu!)
  6. Mais uma Barbie
    (Natal vem, Natal vai, nunca mais ganhei uma Barbie. Ok, trauma superado)
  7. Tomar banho de chuva
    (Best childhood memory: Tomar vitamina C antes de brincar na chuva com minha melhor amiga da escola. E tudo muito bem negociado nos telefonemas entre os nossos pais)
  8. Falar inglês
    (Done!)
  9. Cabelo comprido
    (Meu cabelereiro que não me ouça!)
  10. Ser veterinária
    (Todo mundo passa por essa fase, né?!)

quinta-feira, 11 de março de 2010

O som da vida


Toca o despertador. Passáros cantando. O jornal na TV. Chaves do carro chacoalhando. "Bom dia". Acelerador. Som do carro. Música de spinning. Água do chuveiro batendo no chão. Turu. Fofoca de vestiário. Secador de cabelo. Turu. Acelerador. Fofoca do trabalho, da vida, das pessoas. Turu. Porta se abrindo. "Bem vindo", diz o windows com aquela musiquinha. Turu. Tectectec do teclado. Janelas fechando. Motor do ar condicionado. Fone de ouvido. Avisos do msn e gtalk. Turu. Zumzumzum do restaurante. Turu. Chá derramado na caneca. Teclado. Fone de ouvido. Msn e gtalk de novo. Pacote de biscoito abrindo. Trimtrimtrim do telefone. Porta fechando. Turu. Acelerador. Som do carro. Turu. Música para malhar. Pesos batendo. "Boa noite". Turu. Acelerador. Turu. Porta abrindo. Turu. Huuumm comida na panela. Turu. Máquina de lavar-louças funcionando. Água do chuveiro no chão. Turu. TV ligada: jornal, novela, big brother. Turu. "Durma bem". Turu.

O som que mais me anima no meio de tantos sons ao longo do dia? O "Turu" do Blackberry Messenger!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Meu pai, meu herói

No gtalk, com meu pai:

Claudio diz: “Peguei sua mãe no flagra”


Thais diz: “Como assim, daddy??”


Claudio diz:“Cheguei em casa e ela estava no sofá, com uma pessoa fazendo massagem nas costas dela”


Thais diz: O.O E quem era essa pessoa???


Claudio diz: “Calma! Ela tinha dado um mau jeito nas costas e chamou a faxineira! Acho que ela pode processar sua mãe por abuso de poder”



Sério, como não amar uma pessoa dessas?? (L)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Prefácio


Representam para mim, queridos colegas, vossos escritos, uma preciosidade que com carinho saberei guardar nêste Relicário. E quando a mocidade já longe de vós estiver, poderei reabri-lo e reviver nossas jóias.

A recordação me fará viver no real quando, minha fôr mais que um sonho.

Sinceramente agradecida...

Wenceslau Bráz, 1º de maio de 1964


Esse texto foi escrito pela minha mãe quando ela tinha 15 anos, na primeira página do seu relicário (quase um formspring daquela época). Nas páginas seguintes, seu amiguinhos da escola deixaram suas mensagens, com uma linguagem tão parecida quanto esta que você acabou de ler e com uma grafia que poderia ser facilmente confundida com as fontes usadas em convites de casamento.

Ao ler os textos daquela época é praticamente impossível não fazer o comparativo com o que os adolescentes de hoje escrevem. E até mesmo com os meus próprios textos ou de todos os blogs que visito com frequência. Em que momento, de 1964 até 2010, toda essa poesia e esse romatismo se perdeu? Qual geração resolveu abolir o vós e a mesóclise da escrita?

Não faço parte da galera saudosista que acha que antigamente tudo era melhor, mas vai dizer que não é bem mais gostoso de ler uma poesia bem rebuscada do ki um TeXtO iscrito di um jeito ki ngn intendi?

Apesar de ser fã da tecnologia e de todas as facilidades que ela nos proporciona, acho que estou preferindo a poesia da minha vida...