
Sempre achei que cada pessoa fosse única. Aliás, continuo achando. Mas ao mesmo tempo me impressiono como, paradoxalmente, as pessoas são tão parecidas, com anseios e desejos idênticos e, ao mesmo tempo, opostos.
Explico.
Sempre fui fã de séries de TV. No final da adolescência, esperava ansiosamente pelo domingo, afinal era o dia da reprise de todas as séries do Canal Sony. Uma melhor que a outra. Para mim, simplesmente imperdível.
O tempo foi passando e junto com ele vieram as responsabilidades e as mudanças. A programação da Sony já não era mais a mesma, as minhas preferências também não. Com a TV a cabo extinta da minha vida, atualmente baixo ou empresto as séries conforme a indicação dos amigos ou de acordo com os meus “vícios” antigos.
Minha mais nova fixação é o seriado How I met your mother (indicação da Fran). Leve, divertido e com um tom de realidade ainda maior para mim, já que uma das protagonistas é uma jornalista que, nos primeiros episódios tem um emprego falido e ridicularizado (ring a bell?), mas mesmo assim sonha em ser âncora do telejornal e viver uma vida de aventuras, sem muito planejamento e vivendo em diversos países (ding dong).
Pois bem, toda esta “breve” contextualização para a minha reflexão depois de assistir o último episódio da segunda temporada.
Robbin, a jornalista, namora um cara normal, que quer casar logo e ter filhos. Ele já tem tudo planejado e já está tudo certo, só falta encontrar a mulher da vida dele, que ao que tudo indica seria a jornalista, se não fosse por um mero detalhe: ela não quer casar e ter filhos. Pelo menos não agora (is that bell still ringing?). Ela quer descobrir o mundo. E quem sabe morar na Argentina (que parece um lugar muito longe e desconhecido - para os americanos). Ou trabalhar em Paris, Tókio. Nem ela sabe ao certo que mundo é esse que ela tanto sonha em explorar e se aventurar, mas ela sabe o que não quer. Casar. E pensar aonde vai aquele espelho, o que vai fazer para o almoço amanhã, quando vai ter filhos (ou se vai ter filhos), qual o melhor lugar para um jantar a dois. Mas o amor dos dois é verdadeiro. Eles se dão bem, divertem-se juntos e parecem ter a mesma opinião em diversos temas, exceto quando o assunto é o futuro do relacionamento (can somebody please stop ringing that?).
No final do episódio eles anunciam o término do namoro. Por mais triste que pareça, ambos parecem estar satisfeitos com a situação. Continuam amigos, frequentando o mesmo bar e tendo a mesma rede de relacionamentos. Mas não estão mais juntos.
É, estou ansiosa para saber como termina a história dessa tal jornalista.
(is it that bell again?)